terça-feira, 18 de julho de 2017

Fazes tão bem em intelectualizar...
Isso! Intelectualiza...
(agora até pareço aquela voz critica e julgadora quando as pessoas não têm compaixão do outro)
(mas é de propósito, fica sabendo)
Isso, intelec + tu + aliza aí qualquer coisinha porque vai ajudar... porque decompondo essa esperteza que estás a fazer, digo-te que simplesmente estás a moldar o intelecto na tua direcção.
Então não é mais fácil? Colocar lógica e organização!
Quem te disse que o sabes? Que sabes o que tenho para ti? O que é para viver, para fazer!
Sou eu que ordeno! Eu é que legitimo o que se está a passar.
Mas é comigo. Nos meus bastidores.
Por agora o que te peço é só sentir. Sentir e deixar ir. Não é racionalizar e deixar ir. Isso precisas para uma data de acções práticas, para libertares o peso ou quotidiano delas e ires seguindo rumo.
O amor tem tudo menos lógica.
Se for lógico não é amor.
É uma contratualização, um esquema, um facilitismo para a vida em geral.
Quando é amor só precisas sentir, de senti-lo. Não podes encontrar justificações enroladas em papel de caixa registadora ou balanças. Tenta perceber que atraímos e somos atraídos para vivenciar aquilo que o mais fundo de nós precisa. Esse que sabe onde não existe o lógico. E o amor, apesar de bom, é dual, harmoniza-se na dor e na alegria, não penses que vives muito bem só do pólo feliz. Alguém feliz é quem conhece, vive e trabalha a dor.
No amor digo que a única lógica é divinal. E aí, não encontramos argumentos ou algum algoritmo ou método.
Por isso sente, sente tudo, de um pólo ao outro.
Quando chegar ao fim perceberás a lógica... a lógica de nunca teres saido do seu início.

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