domingo, 30 de julho de 2017

Pensava eu que os sinais eram umas luzes de avistamento do farol, ou melhor ainda, do mar que se abria sobre ele..
Mas não.
Os sinais são exatos. São aquilo e aquilo mesmo e precisam de obter uma transfiguração em ti, na tua pessoa. Sinalizam é o próprio caminho interior, não sujeito a interpretações de ordem contextual.
Por isso eu digo que se lixe.
Que se lixe esse vaso que se espreita em raso fundo. A terra está plana, o castanho mantém-se bonito, mas estático. Digo então que se lixe outravez. E abro a janela para entrar ar, muito ar fresco. Sobretudo aquele que conquistei pela mudança do centro do meu próprio pensamento.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Ser e parecer

Que grande conquista esta, alicerçada em todos os níveis de crescimento.
Quantos são? Quantos parecem?
Quantas vezes não confundimos um e outro?
Em nós e em alguém?
Eu quero ser. Ser simplesmente e simplesmente ser.
Porque o ser oferece calma. Não há agitação, burburinho interior, falta de pertença, algo a provar. Ser compreende a conexão com tudo o que é visível e invisível. Com todas as dificuldades que lidaste, as vezes em que não te aceitaste, a tristeza, o caminho que parecia perdido. Contém o oposto de tudo isso na alegria extrema de uma felicidade revigorante que não passa por ninguém, mas por ti.
Força nisso.
Vamos lá a ser.

domingo, 23 de julho de 2017

Que é isso de "Já sabia há muito"?
"Li há anos", "Se não fosse eu?"
Isso, é vilipêndio do ego.
Da próxima vez que o quiseres dizer, respira fundo.
Porque, no reverso dos reversos, um dia é a vida que te diz a sorrir, complacente, "já tinha lido há muito isto".

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Emancipação de consciência.
Não escrevo isto com alguma falsa pretensão de prepotência e superioridade.
Para mim, é tudo o que essa emancipação não emana, borbulha ou ilumina.
Algures muito para trás, houve uma pequena sementinha que foi plantada e sendo regada entre calma e anseio. Muito anseio até. Muita agitação por forma a querer resultados, sem a sapiência prática de que os resultados surgem em congruência com aquilo que o mais profundo de ti é e quer. E se esse mais profundo tem que doer à farta, tem que evoluir em pressão darwiniana, então nada será compatível com um simples querer.
Mas algures nesse tempo, em que essa sementinha foi plantada, os ramos verdes despontaram. Despontaram divinamente interligados com o céu, com as surpresas, com os sorrisos, com a sabedoria. Com a calma, a calmia.
O mar não está bravo.
Há qualquer coisa nele que pede apenas que me deixe boiar.
Deixe ir.
E eu vou aproveitar.
Até já.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Fazes tão bem em intelectualizar...
Isso! Intelectualiza...
(agora até pareço aquela voz critica e julgadora quando as pessoas não têm compaixão do outro)
(mas é de propósito, fica sabendo)
Isso, intelec + tu + aliza aí qualquer coisinha porque vai ajudar... porque decompondo essa esperteza que estás a fazer, digo-te que simplesmente estás a moldar o intelecto na tua direcção.
Então não é mais fácil? Colocar lógica e organização!
Quem te disse que o sabes? Que sabes o que tenho para ti? O que é para viver, para fazer!
Sou eu que ordeno! Eu é que legitimo o que se está a passar.
Mas é comigo. Nos meus bastidores.
Por agora o que te peço é só sentir. Sentir e deixar ir. Não é racionalizar e deixar ir. Isso precisas para uma data de acções práticas, para libertares o peso ou quotidiano delas e ires seguindo rumo.
O amor tem tudo menos lógica.
Se for lógico não é amor.
É uma contratualização, um esquema, um facilitismo para a vida em geral.
Quando é amor só precisas sentir, de senti-lo. Não podes encontrar justificações enroladas em papel de caixa registadora ou balanças. Tenta perceber que atraímos e somos atraídos para vivenciar aquilo que o mais fundo de nós precisa. Esse que sabe onde não existe o lógico. E o amor, apesar de bom, é dual, harmoniza-se na dor e na alegria, não penses que vives muito bem só do pólo feliz. Alguém feliz é quem conhece, vive e trabalha a dor.
No amor digo que a única lógica é divinal. E aí, não encontramos argumentos ou algum algoritmo ou método.
Por isso sente, sente tudo, de um pólo ao outro.
Quando chegar ao fim perceberás a lógica... a lógica de nunca teres saido do seu início.

sábado, 15 de julho de 2017

Um grande desafio desta vida reside na compreensão de que o amor que dás a ti próprio tem de conter a mesma espontaneidade e intenções que cordialmente ofereces ao outros.
Como aceitar tudo de alguém e não aceitar em ti?
Que amor vem a ser esse, que não começa em ti, mas nos outros?
Que te desvaloriza e eleva o outro?
Talvez por isso, quando o outro te deixa de amar como entendias, tudo fique corrosivo e questionável. Ou caótico e ingrato.
Tem mas é juízo e começa a ver que o tal projecto de vida, acima de tudo, será teu, é por ti.
Quem se quiser juntar, força
Quem vier por bem, que venha.
Mas nunca para completar, aprofundar, uniformizar, esperar sedento uma prenda ou expectativa ancorada qualquer.
Há que estar ciente da realidade de cada um, mantendo os caminhos individuais. O sinal da subtracção é apenas uma linha, e na multiplicação ou soma, há um cruzamento de duas linhas mas só num local definido, o centro, em harmonia. Nada esta sobreponivel. Pensemos nisso.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

"You say goodbye, and I say hello"

Eu não vou dizer esquecer! Não vou forçar, abandonar, fugir, partir! Até porque tudo o que se força, agindo a vida em eco, ela também sabe imprimir mais força para que continue a chegar até nós. Para parar de resistir, ceder, perder a luta. Eu não vou culpar, atribuir factor externo a tudo aquilo que foi originado pela minha própria energia e vontade. Vou acreditar que serei digna de viver apenas congruentemente com tudo o que sinto. Com tudo o que sinta, legitimando-o. Não quero sensações densas e pesadas, mas o propósito é também senti-las para que possa harmonizar o que foi suave.  A dualidade é assim, está aí para te lembrar que o ar e a terra andam de mãos dadas e nunca será possível viver ou acreditar só em um. Tem que se viver os dois. Porque os erros, são assim chamados quando se cometem diversas vezes da mesma forma. E não, quando  sob a mesma forma, se abrem múltiplas perspectivas de o poderes vivenciar. Isso chama-se aprender com a vida.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Confiar no processo.
Mesmo que pareça tudo estagnado, as roldanas avançam oleadas...

sábado, 8 de julho de 2017

Quando a capacidade de alterar te lateja um pouco na dignidade, não é para alterar. É para deixar ir.