sexta-feira, 16 de junho de 2017

Caetano, você é linda, digo eu sobre a vida

Ainda me lembro quando deveria ter uns 20 anos e de ouvir em estado meditativo-introspectivo, esta música num rádio distante. Eram aqueles anos em que sentimos as inconsequências à flor da pele, onde tudo é arrebatado mas incerto e tão doloroso quanto maravilhoso. Como que ainda não existindo um limite definido entre o florir das experiências e o que possivelmente se deveria prestar atenção nas suas advertências encobertas. 
Sei que nessa altura, pensava eu sobre o amor. A ouvir os assobios, a melodia, a bateria, enquanto a noite inundava o céu e o meu coração. Recordo-me do sofrimento, porque estava a começar a dar os primeiros passos naquilo que são as aprendizagens que se perpetuaram até hoje e que,para minha evolução, muito precisam de continuar.
Amor é dignidade. Humildade. Para connosco e os outros. Não é posse, exigência, dar por adquirido. Ter gozo ou ser gozado. É honra nos comportamentos. Assertividade natural que flui e se potencia em conjunto. É paciência, compreensão, entrega incondicional. Acreditar que o livre arbítrio é tão forte quanto o encaminhamento que o Universo oferece. 
Amar é ser livre e ser livre é amar, tendo paz e sendo paz para alguém. É encher de respeito o coração e não a boca.
E hoje, ao ouvir o Caetano a dizer você é linda, apetece-me dizer que ele fala da vida, caracteriza-a assim, tão simplesmente. A vida é linda quando o amor nos vem mostrar outravez como é que se aprende a amar. Tudo novamente.

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