terça-feira, 14 de março de 2017

Moonlight serenade

Estacionaram junto à praia o passado, movidos apenas pelo respeito a ele e avançaram para o areal.
Sob uma lua cheia luminosa, o seu tamanho, luz e reflexo conseguia-se assemelhar ao preenchimento que também sentiam dentro do coração.
O mar estava absolutamente calmo e a maré baixa permitia revelar e colocar a descoberto os sentimentos, mais do que alguma vez havia acontecido. Tanto a rocha selvagem, como a árvore que abanava os ramos suavemente em sinal de aprovação, complementavam o cenário onde a naturalidade era companheira. O escuro da noite não permitia visualizar a distância dos passos percorridos, ficando somente a certeza daquilo que estava mais recente, tal como esse agora, tão forte, onde simplesmente existiam.
O som do mar embalava todos os momentos em que já se tinham sonhado e para onde caminharam sem se saber ou conhecer. E sempre que uma onda deslizava pela areia, dançando no seu regresso ao mar, mais sentiam que estavam unidos, agradecidos e profundamente conectados.
E em tudo o que é extensão, horizonte e plenitude, como o mar sem fim, a lua inalcançável ou a vastidão do céu, tiveram a certeza de o que queriam partilhar era apenas, e tão somente, algo tão bonito como o amor.

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