quarta-feira, 15 de março de 2017

Alguns ou muitos têm o hábito de falar em NÓS. O nós como um tempo que não sendo concretamente verbal é manifestamente defensivo. Como uma grande muralha, ou os quilómetros do areal tão perto do mar que constantemente o vem provar e fugiir...
Quão benéficamente usamos esse NÓS?
Para escudar da manifestação bela que é assumir o que é nosso. O que dói, remexe, agita, faz pensar, faz sentir, SER. Faz chorar, temer, ficar pequenino. Manifesta a concreta concretização de um eco, que bate num fundinho bem guardado. Por isso é tão fácil dizer nós. Para criticar, pré-conceptualizar, discriminar, cobrir com as mesmas máscaras num conforto partilhado, dado por adquirido ou em afastamento julgando-se só nos outros...
Por isso eu clamo...não quero dizer mais NÓS.
Quero dizer eu.
EU estou a sofrer.
EU estou a ser feliz.
EU estou encantada
EU estou vulnerável
EU estou autêntica.
Para assim não ter que dar uma máscara a alguém que foi feita apenas e unicamente com as inigualáveis expressões de quem eu sou. Julgo que não poderia oferecer a mim menos do que isso.

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