sábado, 25 de fevereiro de 2017

Nem bombordo nem estibordo é navegar

Há um tempo atrás afirmava como tudo por vezes me soaria difícil e penoso por colocar âncoras onde chego.
Hoje em dia reflicto no quanto inoperante é essa afirmação.
Âncoras?
Por favor.
Âncoras podem significar firmeza e estabilidade porque colocam o barco seguro quando o cinzento do mar e do céu nele reflectido, abatem, violentam e pedem-nos apenas para encontrar algo invulnerável que nos proteja.
Mas e o outro lado incapacitante? O lado de ficar agarrado, preso, imóvel, fixado, não evoluído??
Porque as âncoras podem ser colocadas pela mão do Homem, atiradas borda fora com total propósito e determinação. Mas sem querer podem-lhe escorregar do local onde estão armazenadas, e sem dar conta, tudo mudar e influenciar. A âncora é de metal e o metal está estático. Não tem fluxo, movimento, novidade com propósito evolutivo.
Portanto muito cuidado com âncoras.
Eu agora não as quero.
Já as quis.
Venha daí o mar.

Sem comentários:

Enviar um comentário