domingo, 5 de fevereiro de 2017

For what it's worth


E eis que, no cantinho escuro, frio e isolado da noite, surge uma luz que diferencia, relembra o potencial e aviva o sonho, sem qualquer temerosidade em vencer a batalha entre medos e inocências. Esfumaçando o tempo, volto a sentir os cabelos a voarem num qualquer carro na estrada, o céu azul tão infinito quanto as certezas e os sonhos, os amores quentes e idealizados, com a ingenuidade de quem poderia construir moinhos, pontes e estradas nos céus e ainda pedir mais espaço.
Tudo estava tão perto. Era fácil, leve e desafiante, protegido por quem era presença constante e na rebeldia contra quem não acreditava na mesma leveza.
Fui feliz. Mas a maior felicidade é hoje saber e reconhecê-lo.
E para tal bastou-me ouvir uma música perdida em estradas e memórias do tempo, que acordou todos os sentidos adormecidos, registos e sentimentos. Obrigada música, a mais elevada das artes, pela tua dádiva intemporal de nos fazer sentir vivos e nisso encontrar (ainda mais) força para agradecer e seguir acreditando.

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