sábado, 11 de fevereiro de 2017

Compromisso ideológico

Quando existe alguma amplitude mental, percebe-se que existem os chamados dias mundiais ou comemorativos de algo, em que muitos dos seus fins ou princípios são difusamente cognitivos, para relembrar batalhas e vidas em prol de uma causa e do que importa aprender ou valorizar disso. Contudo, e sabendo de antemão os significados de tais dias, é desolador como as corporações se aliam ao que deveria ser algo metafísico e reflexivo, para inundar este mundo de eventos, presentes, prendas e presentinhos na sua forma simpaticamente imposta. Deveria existir alguma lei vigente que bloqueasse o propósito final de um dia, para que este fosse apenas comemorado no seu âmago e não no seu paralelo material.  Não há champanhe, estadias, bijuteriais, jantares, roupas, livros, nhenhecas e tiriricas que valham o valor de alguém para nós. Como tal, as empresas deveriam ter um compromisso ideológico para com os valores da vida e depreciar as receitas e lucros, em detrimento de deixar a vida desenrolar-se tal como é. As pessoas se apreciarem umas as outras com o que são e não pelo que dão ou na expectativa gerada nisso. A isto eu chamaria de um real compromisso ideológico... se o mundo fosse capaz de operacionar a partir dos valores mais nobres. Porque o que é nobre nunca precisará de propagandas e dias assinalados em calendário. É feito de todos os dias!

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