quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Ao som de City of stars

Gosto tanto de estar contigo a ver o mar, mas o mar de Inverno, aquele que realmente traduz as tormentas e voltas da vida, das esquinas e do tempo. Aprecio o mar por aquilo que ele demonstra em energia regeneradora, em transformação anunciada, numa luta digna e sólida com as forças do que tem de surgir. O cheiro fresco da espuma, mistura o sal dos esforços pesados com as frescuras que trespassam o corpo e o tornam mais leve e luminoso. O momento em que a onda se desfaz, regressando unida para o seu potencial infinito, faz-me sentir tão agradecida por poder apreciar estes fenómenos, que conferem absoluta beleza a uma existência ampla e vasta, da qual todos fazemos parte. Estas manifestações do mais belo, o perfeito sinônimo de natureza, são pedaços de vida que nos tocam apenas porque os percepcionamos também em nós e dentro de nós. E essa é a diferença entre ser a vida, ou fazer apenas parte dela.

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