quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Between angels and insects, já diziam os Papa Roach

Relembro-me quando eu era miúda, usava um bibe, tocava flautinha num sopro inocente, cantava músicas do Rei Leão e do maravilhoso mundo que não existe da Disney e sentia um ideal Luther King em mim. Eu tinha um sonho, viver era em si um sonho, longo e imaginado. Hoje isso não mudou, viver é a oportunidade mais interessante que alguma vez nos foi dada, mas longe de imaginar naquela altura as putacracias dos adultos e da eterna, subtil e irrevogável submissão ao dinheiro que se tornou esta vida, no cruzamento com aquela onde imaginava sítios, palavras, ideias com pó de estrelas com que assistia nos filmes. Talvez nada nem ninguém nos tenha preparado para este mundo, onde tudo é vendido e pago, até a própria honra. E embora não nos bata à porta uma realidade de África subsariana, as tendas de campismo que nos transformámos inibem de atingir inúmeras liberdades que um ser humano pode ter, como seja habitar longe da escravatura do dinheiro, mas simultaneamente não sendo prostituído ou mendigado em tal. E parece-me que na realidade dos dias de hoje, que auspiravam mudança, evolução e direitos humanos, muito ficou em ténues linhas escritas em documentos oficiais ou de fins de marketing. Porque marketing é ilusório, enganar e magicar para vender, sabendo qual a melhor estratégia a aplicar. Será que é hoje como estamos com os serviços que nos rodeiam?
Epá... é que contemplei-me agora e senti-me aliviada.
Percebi que ainda não tenho nenhuma etiqueta na pele.

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