terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Era uma vez alguém que gostava de olhar as primeiras estrelas a brilhar, deliciando a sua afinidade na proporcionalidade directa da beleza e mistério de um imenso céu nu. E gostava de pedir desejos, contemplar os alinhamentos constelares, suspirar, etc e e-te-ce-te-ras. Do outro lado estavam os planetas, estrelas e luas olhando e rindo-se à brava. Sempre que os julgavam alinhados, apoiantes na concordância inspiracional dos seus maiores sonhos, eles comentavam entre todos "Epá... Acham que estamos todos alinhados à esquerda... Bora lá.. vira tudo para a direita!!" ou outro exemplo, que já me constou: "Este pessoal enternece-se com a primeira estrela da noite, quando nem sabe que na verdade o que  olham é Vénus.. " dizendo isto a rir na maior perdição e entrega. E assim sucessivamente. Gostavam de mostrar aos humanos que superstições, sinais divinos e estéticas planetares estão, na mesma medida em que estão todas as razões, emoções, desgostos e lógicas - dentro de cada um. E como tudo o que é natural, na sua dinâmica e inclusão, é dado por adquirido, fantasiado, interpretado, subjugado ou demasiadamente valorizado. Tal como as pessoas, umas às outras, ou pensamentos, ideias e a vida. Sejamos leves e frescos para sorrir, quer Venús se encontre à esquerda, à direita, ou em lado nenhum.

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