segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

De Ramiro Calle

"Somos capazes de ser tão implacáveis a julgar os outros e no entanto, tão indulgentes connosco mesmo, tão permissivos, tão habilitados para encontrar todo o tipo de justificações falazes e pretextos inconscientes. Mas aquele que ama, está consciente das suas deficiências e aceita-as, e inspira-se de tal maneira nelas que é muito mais permissivo, indulgente e benevolente com as falhas alheias e sabe perdoar, mas sem que isso denuncie falta de firmeza ou incapacidade para estabelecer os limites necessários. Se vês em ti mesmo, consciente e humilldemente as tuas falhas, sem te auto-enganares nem argumentares neuroticamente, desmascarando-te com intrepidez, serás capaz de compreender melhor os outros e ser mais compreensivo, superando por outro lado toda a espécie de expectativas sobre os outros que, quando não sentes cumpridas, te conduzem ao desencanto, frustração e à raiva. Devemos aprender a aceitar-mo-nos conscientemente a nós mesmos e a aceitar os outros; isso também é uma bela faceta do amor."

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