segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Ah pensei que.

Neste mundo, na sua globalização, continuidade e rotação física, não existem grandes espaços destinados à possibilidade de não entender o que se diz, ou até, de ter a audácia de através da soma de alguns dados inferir os próprios entendimentos.
A vida não permite assunções de ordem empírica, dedutiva ou intuições. Precisa de provas inabaláveis de tal. Da mesma forma, também não simpatiza com a existência de fontes rígidas, que podem partir de hierarquias ou sistemas conceptuais de pensamento, sem constatação e validação final apurada. Num tribunal ou contexto laboral, familiar, pessoal ou social em que se assume uma decisão difícil, séria e altamente responsável, esta não conteve, e felizmente para todos não precisou, de argumentos da ordem do "pensei que". Pensar que, reside numa ínfima porção do pensamento, quando este ainda é inocente, pouco estruturado, aglomerando escassa informação clara, capacidade decisiva, priviligeando a vida sentida num prisma mais básico, com facilitismo e magicação do que os outros pensam e fazem, inserindo-nos numa rede extensa de presunções que mais prejudicam do que ajudam.
Não existe nada mais claro do que a verdade e a verdade que é fornecida ou procurada, sem dúvidas, subterfúgios ou conclusões, com base em aparências, indícios ou conjugações precoces de dados.
Use-se - por fim e para todos os fins - de solidez, densidade e informação clara no que se pretende ou recebe, para originar decisões mais conscientes, com real empatia pelos outros e por nós, assentes na ideia deste todo que, não nascendo adquirido, nunca nos ensinou a assim o interpretarmos.

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