sábado, 26 de novembro de 2016

Embotamento cerebral

A constante chuva de acções destrutivas, violentas, corruptas, descredibilizantes do que deveria ser sempre ético e credível, aliada a uma ensinar para obedecer e nunca questionar, estão a massificar os cérebros humanos com o maior embotamento cerebral que há memória. Não vivemos em ditatura, não existe sequer uma policia de vigilância e defesa do estado que controle acções opositoras, mas os reinos legais e democráticos produzem algo há semelhança das vacas em fila no matadouro. A capacidade de exclamar, ter opinião própria exprimida em respeito, surpreender-se com tratamento inferior face a uma data de capacidades e escolhas. É-se ensinado a não contestar, agradecer muito encarecidamente a Deus o facto de ter emprego, tecto, etc, quando o que se deveria sempre agradecer é ter ideias que pensem e nos façam VIVOS e agitem! Que confusão com os conceitos de humildade e gratidão quando o reconhecimento dessa beleza vem de se saber quem é e o que se tem, num passado, presente e futuro em íntegra concordância. Preocupa-me o mundo estar a criar estas vacas em matadouro. Que somos nós, alguém que conhecemos, ou pode ser um filho ou amigo de um filho. Vamos ter a ousadia de nos preocuparmos realmente com o que andamos aqui a fazer. Para alguém ter sido emissário do progresso, inovação, melhoria, desafio esse alguém não esteve a dormir na sombra do que parecia bem. Esse alguém, certamente não pensou em agradar a alguém que não ele próprio com os princípios que tinha em conta. E esse alguém, definitivamente não teve que cortar as pernas, braços, ou um cérebro (a meu ver legitimamente mais preocupante) para entrar na caixa certa e previsível que é o mundo de quem quer ter tudo previsível e controlado. Preocupemo-nos com o mundo e as nossas vidas a uma escala maior do que apenas o cumprimento dos deveres. Lembremo-nos dos direitos, e do direito maior de ser felizes, respeitados e dignos, para relembrar quem se cruza connosco que isso não tem preço. O preço é a própria evolução da humanidade. E parece-me que é isso que está em jogo.

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