sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Inspirado por - parte II

truthhastobegiven
Maravilhosa capa por Camila Reis

Por vezes um acontecimento pode ser incorrectamente interpretado, não sendo percepcionado como algo que proporcione evolução interior. Seja um questionar doloroso, um abalo sísmico quando reinava paz complacente, a insatisfação de estar preso a tumultos que se pensavam resolvidos ou não desejados. Os sinais são evidentes, proporcionam à intuição aquele canal secreto que só ela conhece para comunicar connosco, ajudando a parar para sentir. Contudo, como se é educado para acomodar no conforto e limites e não na imensidão de receber o que vem do aparente caos, esquecemo-nos de admitir como é necessária a renovação, para quando nos coloquemos em causa, alcançar apenas a verdade e o que com ela nasce de melhor. Estes sinais não surgem para castrar, julgar ou atribuir compensações reclamadas só porque se quer ou precisa... surgem para revelar cada vez mais quem somos, e quanto mais transparente e límpido for o entendimento, constatamos o caminho porque nele nos voltamos a ver. Ser o caminho implica limparmo-nos de variadas crenças, controlos, egoísmos, raiva, ilusão e falta de amor que atingem o mundo e sinergicamente nos atingem, a uns pontualmente, a outros com maior frequência, inibindo de viver com maior simplicidade. 
É isso que me agradaria, de viver mais simples, num mundo de relações sem sub ou sobre interpretações e em que não necessitássemos previamente de nos esconder e perder nas próprias feridas e (in)seguranças, quando o desafio já lançou a âncora. Tomemos muito, ou talvez tudo o que vai acontecendo de impactante nas nossas vidas, como pequenos e grandes pontos de luz que vão formando a nossa constelação, perto de tantas que nos acompanham e de muitas outras que nunca conheceremos. E nesse céu sem fim elas vão apresentando algo em comum. Formam-se e revelam-se no maior e mais diferenciado companheiro das nossas vidas. O brilho inigualável que cada um trás dentro de si.

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