quinta-feira, 25 de agosto de 2016

For Emma, forever ago

Aconchegada no teu abraço firme e livre, perco-me em acordes de guitarras que fluem na proporção directa das memórias e desejos que sou. O céu vai rodopiando, num fiel reflexo do eixo e velocidade que a Terra encerra, e nele vão-se perfilando cores, nuvens, estrelas e tudo o que o tempo dá, desfaz e constrói. Um tom anoitecer suave desliza pela cortina delicadamente, como quem presenteia paz e harmonia. E sinto que poderíamos ficar assim, sossegados e absorvidos, enquanto assistímos passivamente ao universo no seu caos organizado. Nesse instante, concluo que eu e tu somos feitos desse mesmo caos, bem como uma eterna e efémera porção que o compõe. Só assim poderíamos assistir a tudo aquilo, envoltos num sentimento de união, pertença, compreensão e querer de algo mais. Algo mais que o universo dá - e que naquele momento - só podia ser amor.

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