sábado, 9 de julho de 2016

O respeito e compromisso pela palavra proferida

Vivemos numa era descartável e tendencialmente desresponsabilizante para com as palavras. Quantas são as que, além de ouvidas, chovem amplificadas num ecrã de alguém ou são ditas de modo não reflexivo assumindo falsas disponibilidades? Antigamente, os acordos eram firmados com uma palavra de honra. Bastava um sim profuso ou um não assertivo, as horas combinadas sem margem de erro para atrasos ou esquecimentos demasiado convenientes... Não existia a necessidade de repetir, aprovar, comprovar o afirmado porque essa palavra atrás, que foi acesa, decidida, dada, era por si só, segura, irrepetível. Inabalável. Confiava-se através da palavra. E agora?  

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