quarta-feira, 11 de maio de 2016

"Quando Maio chegar, quem não arou tem de arar"

Como a vida se torna mais leve quando algures, não sabendo exactamente quando, deixas para trás uma mochila que continha o peso do conforto, dúvidas, vergonhas, incertezas e arrependimentos! E recordaste de quando falavas, agias, pensavas enquanto ias ajustando todos os cintos e medidas no teu corpo. Suando pelo peso, observando-a regularmente com preocupação, de forma a perceber a segurança dos mantimentos que lá estavam dentro. E como ela agora já não existe, o peito começa a respirar um ar renovado, que não é de novidade ou estranheza. Trata-se simplesmente de ar fresco de conhecimento, que se originou na conquista de estares mais próximo de ti . Porque ninguém deve viver uma vida condicionado pelo o que os outros pensam, no que a sociedade determina como certo e em todos os limites e barreiras que só foram criados para alimentar a certeza cruel de nos abrirmos cada vez menos uns para os outros. Abrir cada vez menos para um potencial profundo, rico, intenso que existe lá dentro, onde os olhos não conseguem alcançar. O amor que vem de ti, de como sentes, do que pensas, fazes e ages, não necessita de uma mochila pesada para ser carregado, nunca é um fardo, e no seu poder inevitavelmente tocante junto dos outros - e para ti próprio - só precisarás de duas mãos e um sorriso para o trazer. E não obstante, precisarás igualmente de um cérebro, que usando do seu poder racional, não te faça esqueçer de que, quanto mais leves nos sentimos, mais próximos estaremos de nos poder sentir realmente completos.

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