sábado, 28 de maio de 2016

Precisamos muito uns dos outros

Que se desengane o coração mais orgulhoso, independente ou ingénuo! 
Enquanto estivermos vivos, a vida vai-se encarregar de nos mostrar as coisas feias, assustadoras, dualidades e um medo do escuro impressionante quando se julga ser apenas temores de gente pequena. No escuro vive o que imaginação se permite a alimentar, mesmo quando nos obrigamos a ser objectivos e racionais.
Precisamos muito uns dos outros.
Nada disto faz sentido sem união. 
Sem falar e ouvir uma voz em resposta. 
Sem recolher e sentir que há nisso uma companhia.
Somos tão pequenos. A vida trará tanto de bom quanto de temível.
Por mais resiliência, saúde mental e optimismo, nada se enfrenta verdadeiramente sem estarmos e nos darmos sinceramente aos outros, principalmente nos momentos sombrios. E nos outros e com os outros, beber a coragem, relativização e companheirismo.
Afinal o mundo não se originou para alguém andar por cá só. E gostar disso.

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