quarta-feira, 18 de maio de 2016

E directamente para postal festivo

Um dia alguém explicou o que era o amor.
(...)
Fomos encontrá-lo na boca de alguém. Na boca, no pescoço, nos olhos, no cabelo, nas mãos, na maneira como tudo isso fluía enquanto a pessoa andava, falava...existia. Encontrámo-lo quando ousámos ser ambiciosos o suficiente para o deixar ser verdade, sendo vulneráveis e imensamente poderosos com esse amor que arde, serena ou consola no nosso peito. Porque é amor quando ele se projecta a ser apenas BOM. E sendo bom, não significa necessariamente que se faça bem. Não. Necessita de permitir que cada um se desenvolva, construa, estruture, encontre um espaço de paz e humildade para simplesmente ser quem é. Admitir. Melhorar. Partilhar. Crescer nesse conforto. O amor não aponta. O amor é generoso, sabe esperar. Acredita no melhor porque é nisso que se revê e gratifica. Não está carregado de inseguranças e incertezas ou ânsias do que não há. Não procura aprovação, porque pretende obter apenas carinho e igualdade. Sabe que existe em dois e será quanto o baste. Precisa de um colo seguro todas as noites. De uma estrela que esteja sempre a brilhar naquele imenso e desconhecido céu, simbolizando o quentinho do companheirismo sólido. Precisa de empatia, que só se constroí quando sabemos que o outro é tanto quanto nós. Nem mais, nem menos... mas tanto. E por ser tanto, há tanto para viver. Vamos a isso. Enquanto há amor... Enquanto são amor. 

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