domingo, 24 de abril de 2016

Obrigado ao Comuna Teatro de pesquisa e a todos os que nele conheci!


Porque enfrentar os medos tem disto.
Não se trata apenas de esventrar o Adamastor.
De velejar com audácia por mares turbulentos.
De impor a voz em tom excessivamente austero perante outros para os dominar.
E não me remeto a viver situações de doença, morte e luto que pela dignidade e dor se remetem a outro campo incomparável.
Falo em vencer medos procurando tudo o que abrace a novidade e altere a nossa zona de conforto.
Porque essa mesma zona só reside na cabeça, aprisiona-nos e começa a esbater-se quando o corpo é observado de alto a baixo sem receios, em diferentes ângulos e perspectivas, numa espécie de libertação de juízos, rotinas e opressões. Quando a voz é ouvida e percebida por nós, com tempo, muito tempo. Em que todo o corpo responde naturalmente aos estímulos porque é espontâneo e autêntico em quem é. E torna-se muito delicado e especial tudo isso ser iluminado em holofotes de oportunidades, que apenas acentuam o que está verdadeiro em nós. De preferência com pessoas importantes presentes, que fazem nos relembrar em como acreditam em nós. E uma data de desconhecidos que pretendes cativar por simplesmente possuíres confiança no que estás a fazer. E como tal, vencer o medo é mesmo assim. A coragem para deixar o melhor de nós vir à frente, mesmo que as pernas tremam e tudo possa parecer incerto. Porque fazê-mo-lo a saber que temos valor. Inteiro valor. A luz só emergiu para que pudesses não duvidar dessa certeza.
No escuro as oportunidades não se criam. Fogem, distanciam-se, parecem demasiado audazes. Quando ousares sair do escuro que apenas te faz sentir mais do mesmo... Procura confirmar ou experimentar o calor desse holofote interno, que por ser só teu tem tanto, mas tanto para te dizer e dar. 

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