terça-feira, 12 de abril de 2016

Elogio ao AMOR

Venho por este meio escrever-te meu querido amor.
Tu és muito mais do que só o amor entre Homem e Mulher. Entre Homem e Homem. Entre Mulher e Mulher. Não deveria esse ser apenas o mais relevado, o atentamente aguardado, o desesperadamente procurado.
E percebi que te reconheço desde bem pequenina, quando alguém da minha família me falava de um lenço preferido, um tal de lenço que comprou quando passeava uma bebé num carrinho e lhe quis proteger a cabeça do sol.
Sei o teu valor porque fui a valentíssima de uma afortunada, em ter tudo, mas tudo quando poderia viver a infelicidade de não ter nada. Porque quando não o poderia escolher, tive-o.
Como te amo porque consigo maravilhar-me com a beleza de um tronco de árvore ou apreciar uma pequena flor que graçeja ao sol, aqui ao meu lado.
O amor que existe em cada sorriso e reencontro de um verdadeiro amigo.
Na alma das pessoas boas e generosas com que me cruzo.
Ou em exercer o que acreditamos com uma dedicação inabalável. Compartilhando-nos. E crescer nessa partilha que nos revela tão frágeis, humanos, emotivos. E poderosos!
Amar a nossa individualidade, como um presente único que nos foi dado.
Amar a vida, simplesmente porque ela nos ofereçe aquilo que temos de esperança, gratidão e positividade em acreditar. 
Por tudo isto eu amo o amor e elogio-o assim, fortemente.
Porque é um conceito tão amplo que mergulha além do relevo que é atribuido somente nas relações a dois, que inundam a poesia, os dias e a melancolia de quem não o tem.
Quem sente e reconhece todo o amor que existe, consegue amar e ser amado. Compreende que é muito maior do que os compartimentos onde nos querem encaixar e limitar. Porque a vida não se permite a ser imposta, compartimentada ou sequer uniformizada. Tal como o amor.

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