sexta-feira, 18 de março de 2016

O sumo e a textura de uma fruta fresca a provar

Percorrer o corpo lascivo
ruborizando todos os orgãos e tecidos
polvilhado em dualidade de ter e dar
ou chamemos-lhe apenas a festa do prazer e dos sentidos.

De forma provocante despertar
num lábio mordido, o desejo
incendiando nesse rastilho, o impulso
de querer ser fogo dentro daquele beijo.

Sensualmente percorrer as curvas
numa devastação quase animal
essa viagem, em respiração suspensa
que é o fôlego da entrega ao carnal.

Com a volúpia instalada
as línguas provam-se e exploram em constante procura
emergindo no silêncio de um beijo quente e demorado
as mais belas notas de uma partitura.

A voracidade com que as pernas se encaixam
no interior lânguido e extasiado
bebendo desse apetite ávido e sôfrego
que nunca parece estar satisfeito e saciado.

Buscam-se formas em esplendor
rosadas, redondas, sedentas e curvadas
perfilando-se em resposta pronta
para se render ao prazer submisso da chamada.

Tudo é sexual, poesia, naturalidade
são relâmpagos, sol e faíscas de cor
para uns basta uma observação física atenta
para outros uns pingos mágicos de amor.

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