segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Tenho a alma num trapo sujo,
a retorçer-se de humidade, pó e entranhas da vida
Esfrego, contorço, aplico força e conhecimentos
será que experimento a líxivia?
Um remédio eficaz
para os males bacterianos
já que não posso comprar um pano novo
como limpo estes danos?

Depois de o sujeitar
às altas temperaturas da raiva e culpa
e à permanente água das incertezas e verdades
Eis que o deixo abraçar o sol envolvente
para poder libertar as saudades.

Não basta usar a máquina
ou a força hábil de mãos e pensamento.
essa sujidade consegue dar
a força do que não compreendes aí dentro.

Porque nada desta vida
pode ser só luz e exactidão
essa sujidade tem que relembrar
as marcas dos momentos de indecisão!

Essas marcas foram rasgos!
desgaste, desbotar, ou cores que não haviam aparecido!
o que realmente importa
é que tenhas vivido!

1 comentário:

  1. é verdade... de nada serve a Lixívia...
    A vida é feita de "sujidades".
    Elas existem para aprendermos a crescer.
    E tornarmo-nos grandes, não em tamanho, mas de coração...
    E tu? Tu tens dos maiores corações que conheço.

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