sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Abro a porta com a distância entendida
cheira a sofá de conforto produzido em massa
mas nele não figura qualquer alma perdida
é apenas a minha solidão em forma devassa!

Aceito, compreendo, integro
e faço por ignorar a reflexão comparativa
pois esquecendo-me que cada vida é única
é tão fácil julgá-la numa fogueira inquisitiva!

Com o corpo descontraído
vou enganando dor e vontade
ao questionar-me se terei uma vida
que acompanhe a idade.

Contudo reconheço
que para saber nortear o caminho
ao não existirem erros, fragilidades e defeitos
este seria muito mais sozinho.

Sozinho de vivências
percepções, lutas e certezas
afinal o ser humano só é grande
quando abraça e assume as fraquezas.

Vamos viver uma vida
onde se aceite cada minuto do que fomos
para, no fim, não acabarmos zangados
com tudo aquilo em que somos.

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