quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

É extremamente criador ver de longe o que precisa de maior definição de perto.
Um parodoxo da visão muito sanador. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Prática do um

Agora atravesso um caminho qualquer que está unificado.
Só vejo uma vez.
Só falo uma vez.
Só desejo uma vez.
Tudo o que for múltiplos disto, é resultado da minha total subtração.
E se isto não me trouxer ao campo do infinito, que me elucide sempre das possibilidades que já estejam mais que finitas.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

É interessado ou interessante?

Com o tempo consegui aceder a alguns mecanismos internos que me façam pensar sobre o que é categorizar alguém de interessante. Retirando tudo aquilo que para um de nós é subjectivo de ser interessante, arrumando concretamente em grupos/caixas/estereótipos, quem nunca experimentou sentir o fascínio do interesse? Sentindo o carisma, a energia pulsante ou quiçá alguma atração magnética por habilidades intelectuais ou de qualquer outro tipo que prenda. Mas o que é sentir que alguém é interessante? Hoje, para mim, faz-me sentir admiração, alguma espécie de desnível de algo que não é comparável... Faz-me colar às perfeições, esquecendo que por dentro há sangue, sujo e unidade comigo. Então quero começar a ver os outros como interessados. Como um é assim, outro é assado, como eu sou assim, outros são por outra via, ou até a mesma. Faz de nós seres sem omnipotências, magias, sedes de alguém a quem se coloca em patamares de uma religião de inferioridade esquisita. Todos nasceram com potencial de pensar, criar. Ver no outro algo de fascinantemente interessante só pode dar força para conquistar e viver os próprios interesses, individualizando-se e não ficando-se em falta para alimentar do outro. É bonito sermos interessados. Para a coisa de facto ficar interessante.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Um qualquer cheiro a brisa quente

Agradeço todas as ideias que tens de mim, pois dizem mais de ti do que de mim.  Agradeço todas as ideias que eu tenho dos outros pelos inverso. Agradeço todas as ideias que não quero ter de mim, por forma a estar a 0 quando chegue a verdade do que realmente sou.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Bastidores

Pois foi miúda, apanhei-te a sair de casa e então congelei-te assim num lusco-fusco, só para dar as minhas achegas quânticas! Parecias-me simpática, mas iluminei ainda mais o teu sorriso para ele ser só natural e nunca o de outros envergonhados, soprei ar nessa cabeça para lembrar que passado e futuro são invisíveis e coloquei-te capacidade nas duas mãos para saberes que a visibilidade está no que se faz no momento, na entrega ao que se é, não importa o como, quando, se o que aconteceu foi trabalho de muito caos interno que queria ser melhor... Dei-te um tapa no rabiosque de forma a avançares afoita e afoitada para apanhar o autocarro, na certeza de que a tua vida tem compartimentos muito maiores do que todas as portas por onde já entraste. Ou saíste.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

É ilusório.
Ilusória toda a timidez, toda a extravagância.
Ilusória toda a defesa, rigidez, muralha.
Ilusório o conforto de nos julgarmos reconfortados e entendidos em outro.
O caminho é de dor, ser feliz é a dor de se ter conhecido, de se expôr profundamente, de deixar que  um rasgo da mais pura luz ilumine um corpo, produto de tantos corpos e mentes. 
Quando digo dor, vem hoje para mim um conceito de outro aspecto.
É como a seleção natural. Elimina tudo o que não é, para só dar lugar ao puro e cru.