quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sento-me nos meus próprios bastidores e atribuo com a força da cognição e das evidências o papel absolutamente sigiloso de observação. É dos papeis mais difíceis, ficar a ver, sem intervir, sem julgar aplicando qualquer crença adoptada, sonhada, idealizada. Tudo muda a toda a hora. De que serve então ficar agarrado a essas crenças, e pior, ver o mundo e o que me acontece sob elas?? Daí talvez chegue agora o papel mais interessante de todas as minhas vidas. Descer da fonte jorrante da emocionalidade, para, de uma vez por todas, ultrapassar a própria emoção.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Livrai—me soberanamente eu própria, de tudo o que entre, atraia ou peça porque não tive auto estima.
Não se procura ninguém. Procura-se tão somente alguém que tem a mesma ideia dentro dele. Alguém destruido, alguém destruido. Alguém dominador, alguém dominado. Alguém sem amor, alguém sem amor. Alguém complexado, alguém complexor. Vitimas com vitimas ou com cuidadores ou com agressivos. O amor dá-se quando duas pessoas são tão inteiras que ninguém vê no outro ideias de complemento, ligações invisíveis que prendem a volição mais feroz. O amor é raro, acredito que se dê muito pouco em cada pedaço de vida que existe multiplicado por aí e só perdura na forma mais pura. Julgo que só um ser sem medo se entrega a outro sem medo. E a isso se chama amor.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Eu não sou nada do que fui, como também não sou nada do que vou ser.
O caminho está no meio disso, na transição.

Sunday smile

Bem que poderíamos retirar todas as lógicas e bom sensos e ficar aí, só aí.
Onde o mar encontra o céu, em que tudo se funde no azul do bem que se tem dentro.
E ficar só aí.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Espirais

Andamos todos circundados uns aos outros, por meio de espirais cíclicas. Participamos nos ciclos uns dos outros. Como um grande 8, infinito e finito, deitado de todas as maneiras, virado em todos os ãngulos. O meu ciclo encaixa no de outro e outro e outro. Um que está a começar um enquanto eu saio, um que está a meio enquanto eu saio, um que está a sair quando eu estou a começar um. Nenhum é mais ou menos importante, todos fazem parte de criar e da criação e de sermos algo mais do que betão programado. Não me venham os analíticos lógicos dizer que os momentos mais felizes das vidas deles foram pensados. Não foi não, foi sentido, mesmo que reflectido, meditado, nada se pode comparar ao que simplesmente se sentiu porque nasceu. Mas esse sentir tem o tal TPC, o tal ciclo que se fez, antes, durante, depois da cruzada, que envolveu muito trabalho. Que alegria poder saber que estou rodeada de ciclos que me apoiam, inspiram ou passam e eu o mesmo nas direcções dos ciclos dos outros.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Mais e melhor.
Não porque queres tudo de bom, mas porque te sujeitas à experiência de estar vulnerável e receptivo para a vida não ser uma caixa fechada do mesmo.